Vivências em Ibiúna

Vivenciando o Barro no Atelier Muriqui

Às margens de uma represa, em meio à natureza de Ibiúna, o Atelier Muriqui recebe vivências, retiros, encontros e residências artísticas que podem ou não ser conduzidos pela ceramista Gisele Gandolfi e pela equipe de artesãs do atelier.

Iniciantes e iniciados em cerâmica são bem-vindos para vivenciar o barro a partir de diferentes abordagens. As experiências podem ser desenhadas de acordo com os interesses de cada grupo. A proposta é criar um espaço de experimentação, troca e contato com a matéria. 

Experiência única em meio a natureza

As atividades podem incluir modelagem manual, torno, esmaltação, processos de queima e investigações sobre forma, textura e superfície. Cada encontro é construído a partir do diálogo entre as pessoas, o ambiente e a própria argila.

No atelier, toda a natureza e a atmosfera criativa viram referências. A paisagem, os ciclos do tempo, as texturas orgânicas, as peças antigas, os livros, as imagens, com humor e poesia tornam-se inspiração para quem deseja se expressar por meio da cerâmica.

Localizado na zona rural de Ibiúna, a cerca de uma hora de São Paulo pela Rodovia Raposo Tavares, o Atelier Muriqui oferece uma atmosfera única para quem busca desacelerar, criar e aprofundar sua relação com o fazer manual.

Fale com nossa equipe pelo WhatsApp (11) 96154-8888 e conte sua ideia, data desejada e número de participantes.

Gisele Gandolfi

Um pouco a ceramista

Gisele Gandolfi é ceramista, artista visual e pesquisadora. Fundadora do Atelier Muriqui e da Poesia Cerâmica, atua há mais de duas décadas no desenvolvimento de cerâmica autoral de alta temperatura para a gastronomia e para o público final, sendo uma das pioneiras na aproximação entre a cerâmica contemporânea brasileira e o serviço de mesa.

Filha de um químico e de uma geógrafa, construiu sua trajetória a partir da observação dos materiais, dos fenômenos naturais e das relações entre cultura, alimento e fazer manual. 

Seu trabalho investiga as possibilidades expressivas da argila e os encontros entre pessoas, territórios e modos de viver.

No centro de sua prática estão os ciclos da cerâmica e a interação entre terra, água, ar e fogo. Acredita no aprendizado pela experiência, pela observação e pela troca, entendendo a criação como um processo contínuo de escuta, experimentação e descoberta. 

Dedica-se a construir espaços onde a cerâmica possa ser vivida como linguagem, prática artística e forma de conexão com o mundo.‎

Gisele Gandolfi

Eu acredito no aprendizado por afeto, pela observação de si, na potência dos encontros e na investigação. É um prazer enorme receber vocês no sítio e atelier onde toda a magia acontece.”

Minha relação com o barro vem de raiz. Cresci no sítio da minha família em Ibiúna, interior de São Paulo, escorregando nos barrancos de caulim. Meu encontro com a cerâmica aconteceu aos 26 anos, num sabático pela Itália, país de origem dos meus avós, onde fiz minhas primeiras peças, cursos de arte, e comecei a me questionar sobre a chamada “história da arte” e a forma com que ela é contada.

Em Florença, conheci a chef Ana Luiza Trajano e juntas, já de volta, partimos para a expedição Saberes do Brasil, que percorreu todas as regiões do país. Durante os meses de viagem, observei particularmente as cozinhas, costumes e utensílios locais. Fiquei íntima de cabaças, moringas, cuias, cestarias e porongos.